"Do bem"

Há exceções, mas a regra é que as pessoas "do bem" tendem a ser menos desconfiadas; e, por isso, são objeto de sucessivos abusos e decepções.

Muitas pessoas do bem acreditam que a maior parte das pessoas são legais: são idealistas, ou seja, gostam mais das ideias do que dos fatos.

As pessoas legais não acreditam que uma boa parte da população não é como elas: insistem em avaliar os outros tomando a si como referência!

As pessoas do bem gostam de dizer que certas pessoas, apesar de estouradas e egoístas, têm "um coração de ouro": vez ou outra são caridosas.

As pessoas mais egoístas estimulam a ideia de que têm um "coração de ouro": são espertas e costumam ser legais e generosas com quem está mal.

Essa ideia de que alguém pode ser agressivo e maltratar as pessoas, mas, "lá no fundo ter um coração de ouro", me parece enganosa e ilógica.

Quem tem "coração de ouro" não maltrata as pessoas, estoura por nada e depois se arrepende: quem age assim não respeita o direito dos outros.
"A amizade consiste na delicadeza de estar disponivel para o outro."

SABE BEM OLHAR

Amor, quando se revela, 

Não se sabe revelar. 
Sabe bem olhar pra ela, 
Mas não lhe sabe falar. 

Quem quer dizer o que sente 
Não sabe o que há de dizer. 
Fala: parece que mente 
Cala: parece esquecer 

Ah, mas se ela adivinhasse, 
Se pudesse ouvir o olhar, 
E se um olhar lhe bastasse 
Pra saber que a estão a amar! 

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente 
Fica sem alma nem fala, 
Fica só, inteiramente! 

Mas se isto puder contar-lhe 
O que não lhe ouso contar, 
Já não terei que falar-lhe 
Porque lhe estou a falar..


Fernando Pessoa


da serie dos textos inspiradores

"Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume

deixa levar

"Que o seu olhar revele o melhor de você em mim e que o melhor de mim floresça em você. Que possamos dividir animados a mesma tragada de ar e que juntos tenhamos fôlego para mergulhar em nós, bem fundo, tocando as profundezas ainda intocadas do nosso eu.

Que nós possamos reconstruir as ruínas da confiança que nos habita, que nós possamos nos desvendar como enigmas, que nós possamos nos aventurar pela imensidão de possibilidades lindas que moram dentro do verdadeiro."

Quem muda Deus ajuda 🙏🏼

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{faz reset}

para poder avançar, às vezes tens de parar.

parar para respirar. parar para repensar. parar para retentar. parar para recomeçar.
não deixes para depois, para um logo-se-vê, para os ses da vida.

quando as coisas não mudam, muda tu. quando os outros não fazem, faz tu.
larga o que te pesa, fala o que te dói, dá um basta no que te destrói.

para ser feliz, sê leve.
valoriza só o que te alegra.
sente forte o que te move.
agradece o que de bom te acontece.

# se-a-tua-vida-não-estiver-a-dar-certo-re

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http://www.asnovenomeublog.com/2016/07/e-o-resto-vem.html

...

“I always wanted a great love affair: something that feels big and full, really honest, and enough. No moment should feel slight, false, or a little off. For me, it had to be everything.”
O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
O mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!

MTCalcutá

Portugal vence o Euro 2016










"Pouco importa, pouco importa
Se jogamos bem ou mal
Queremos é levar a taça
Para o nosso Portugal"



do fim que temi


Nosso amor é impuro 
como impura é a luz e a água 
e tudo quanto nasce 
e vive além do tempo. 

Minhas pernas são água, 
as tuas são luz 
e dão a volta ao universo 
quando se enlaçam 
até se tornarem deserto e escuro. 
E eu sofro de te abraçar 
depois de te abraçar para não sofrer. 

E toco-te 
para deixares de ter corpo 
e o meu corpo nasce 
quando se extingue no teu. 

E respiro em ti 
para me sufocar 
e espreito em tua claridade 
para me cegar, 
meu Sol vertido em Lua, 
minha noite alvorecida. 

Tu me bebes 
e eu me converto na tua sede. 
Meus lábios mordem, 
meus dentes beijam, 
minha pele te veste 
e ficas ainda mais despida. 

Pudesse eu ser tu 
E em tua saudade ser a minha própria espera. 

Mas eu deito-me em teu leito 
Quando apenas queria dormir em ti. 

E sonho-te 
Quando ansiava ser um sonho teu. 

E levito, voo de semente, 
para em mim mesmo te plantar 
menos que flor: simples perfume, 
lembrança de pétala sem chão onde tombar.

Teus olhos inundando os meus 

e a minha vida, já sem leito, 
vai galgando margens 
até tudo ser mar. 
Esse mar que só há depois do mar.


sem fita métrica

"Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho."

do José Luís Peixoto

"Aquilo que somos mistura-se. Os nossos corpos só podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham para os nossos corpos com a mesma falta de verdade com que os espelhos nos reflectem. Tu és aquilo que sei sobre a ternura. Tu és tudo aquilo que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá, aprendíamos o suficiente para o instante em que nos encontrámos."
"E amor que não dialoga, que aceita a distância sem reclamar, não é um amor dedicado, ativo, vivo. É amor que se contenta com migalhas. É amor diluído, fraco e insuficiente. É amor por vaidade. Porque amor de verdade dá prioridade"

"Os milagres acontecem devagar"

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{às vezes, o elefante é só uma formiga}

usa o teu sorriso como escudo, a tua fé como espada, o teu coração como bússola. descomplica. desconstrói. desdramatiza. 

abraça como se a vida começasse hoje. cuida bem dos que estão sempre lá para ti.

deixa tudo o que te pesa e, sempre que puderes, ri até doer a barriga. dá mais valor às pequenas coisas. são sempre essas o açúcar dos teus dias.

sê tua amiga: insiste na prática do ‘bem-me-quero’ - não deixes que o amor pelos outros te afaste do amor por ti mesma.

e se algum dia a razão te pedir para desistir e o coração te mandar lutar, não tenhas dúvidas: luta. porque não é a razão que bate por ti todos os dias.

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A saber:

"Ser feliz é a arte da escolha pessoal. Podemos ter sorte em um dado momento, mas na maioria das vezes a felicidade vai depender de nós mesmos e das decisões que tomarmos."


Love - John Lennon


Não interessa quem tu amas,
onde é que amas,
porque é que amas,
quando é que amas
ou como é que amas,
o que interessa é que amas.


“Não era a profundidade o que me afogava, mas o tempo que passei debaixo d’água”.
– Frida Kahlo –

ética, educação, amor e blábláblá


Aprendi que para parecer interessante, não precisa ser interessante, mas sim fingir! Pois a futilidade atrai mais do que a verdade! Paulo Sisko

E todos os tormentos são menos pesados quando os que nos são, nos dão a mão.


Quando vives com ansiedade desde a adolescência, as insónias e os ataques de pânico fazem parte da lista dos teus melhores amigos. No entanto, os teus amigos e a tua família não percebem muito bem o que é que isso significa. E é normal, porque ninguém fala no assunto. 

 Sofrer de ansiedade não é ser-se nervosinho, não se soluciona como o “tens de começar a respirar fundo”. A ansiedade vem e nós não percebemos muito bem porquê, nem quando veio afinal. Se foi com a puberdade, se foi com o day dreaming constante, quando é que comecei a pensar tanto em tudo? Será que foi quando era pequenina e fazia perguntas esquisitas sobre a vida aos mais velhos?
 Porque é que sempre me aterrorizou o tempo? Porque é que quero viver desde sempre com tanta intensidade, tudo, todos os momentos, o agora, o agora, o agora? Devia estar a fazer coisas bonitas pelo mundo, devia estar a criar coisas decentes, mas isto serve para alguma coisa? Eu sirvo para alguma coisa? Quero ler estes livros, quero ver estes concertos, oh meu Deus estou quase a fazer anos e ainda nem dei a volta ao mundo. Esta sala é um bocado pequena, porque é que os autocarros são tão apertados? Os elevadores deviam ter janelas. Mas eu ganhei vertigens, ainda bem que não têm janelas. Tenho que subir aquele terraço. Vou desafiar os meus medos. Por favor tirem-me daqui. Ups o empregado viu que deixei cair esta cruzeta. Sou tão trapalhona. Peço desculpa. Onde é que eu tinha a cabeça? Acho mesmo que não vou conseguir acabar isto a tempo. O que é que me deu na cabeça? Ai já é daqui a dois anos que vou ter de apresentar a tese para uma audiência, mas eu até gosto de falar em público, mas não te lembras dos nervos que isso te dá? Não acredito que vou ter de ver pessoas hoje, mas tu adoras pessoas, menos quando não adoro, vou ter mesmo de ver pessoas? O professor fez uma pergunta, acho que sei a resposta. Nop, não vou falar com esta gente toda a ouvir a minha pergunta. Faço no fim da aula. Ok, vou ter mesmo que dar a minha opinião. Estou vermelha, estou vermelha. Onde andam os meus que eu tanto adoro? Tenho saudades das minhas pessoas. Estou sozinha no mundo, ninguém percebe o que é que eu sinto. Vou tentar explicar, oh não vale a pena. Quando é que arranjamos tempo para estarmos juntos? E se eu morrer amanhã e não tiver dito a todos o quanto gosto deles? E se eu morresse amanhã, alguém ia ao meu funeral? Dói-me tanto a cabeça. Outra enxaqueca não, por favor. Será que isto está bem escrito? Deixa-me ler outra vez. Não posso mostrar isto a ninguém. Isto está mesmo mau. Será que não está assim tão mau? Será que o chefe gostou? Vou dar-lhe um retoque. Têm mesmo que me ligar? Podiam mandar só mensagem. Têm de falar comigo? O que é que eu fiz? Será que fiz mal a alguém sem querer? Terei feito alguma coisa grave? E será que a minha mãe e o meu pai sabem o quanto os amo? Que dor no estômago. Mãe amo-te muito, pai amo-te muito. Mana tenham cuidado na estrada. Tens que te alimentar melhor. Não devia fazer mais desporto? Devia estar a fazer alguma coisa mais útil. Adoro não fazer nada, tenho tantas coisas para fazer. Esta semana passou tão rápido.“
 A ajuda de um médico continua a ser assustadora, “foste mesmo a um psiquiatra?” “Andas num psicólogo?” “Tomas medicação??!!” A ajuda é importante, sempre. E o primeiro passo para aprendermos a viver é sabermos quando é que precisamos de pedir socorro. A ansiedade dá-me muitos tormentos, mas tem-me feito viver muito. Tenho 23 anos e já vivi tanto, às vezes quase tenho vontade de lhe agradecer. Mas outras vezes é incontrolável, mais vezes do que é suposto ser. Quem sou eu para vos pedir alguma coisa(?), mas tenho que o fazer: comecem a dar mais atenção aos vossos amigos e família que sofrem com a ansiedade. Ouçam-nos com atenção. Respirar fundo não resulta, as vossas pessoas precisam falar. Precisam de sentir que estão a viver. A ansiedade pode ser bem canalizada, não torna ninguém menos ou mais capaz. Mas é preciso que se aprenda a viver com ela, que não se torne uma auto destruição.
E todos os tormentos são menos pesados quando os que nos são, nos dão a mão.

Balolas Carvalho
Comunidade Cultura e Arte

TORMENTOS DE UMA RAPARIGA ANSIOSA

Passa um dia. Passam dois dias. Passam três. Aparentemente tudo parece bem. Só porque sais de casa bem vestida, maquilhada, de sorriso nos lábios e aparentemente pronta para abraçar todos os desafios que te surgem pelo caminho. Só porque parece que está tudo bem, não quer dizer que realmente esteja. Por vezes queremos acreditar que sim, é mais fácil acreditar numa suave mentira do que enfrentar uma dura verdade.
Tenho ansiedade. Tenho distúrbio de pânico e não tenho uma vida normal. Não, não sou uma vítima. Sim, saio de casa, cumpro o papel que a sociedade me exige, sou aquilo que chamam de “rapariga normal”, porque é exactamente isso que aparento. Transbordo paz de espírito, calma e até resolução pessoal, mas na verdade, escondo uma enorme confusão mental que ninguém conhece.
A sociedade condena pessoas ansiosas. Entendo a perspectiva das pessoas que me rodeiam. Não é fácil aceitar e compreender a diferença. Mas acreditem que também não é fácil viver à margem de tudo. Não estou aqui para reduzir as pessoas que sofrem deste distúrbio, muito menos para enumerar uma lista de sintomas que estão associados a este síndrome, mas sim, para explicar aos outros o quanto é complicado para nós levar uma vida normal.
As pessoas ansiosas estão vedadas à solidão. Primeiro porque não nos sentimos encaixados, porque temos receio de ser condenados e porque o próximo não consegue compreender o que vai na nossa mente. Com o tempo, mudamos a nossa forma de pensar, de viver e de nos relacionarmos com outros. Inevitavelmente, aqueles que nos rodeiam apercebem-se da mudança. Sabem que somos diferentes. Uns julgam, outros questionam, mas de uma forma ou de outra, obrigam-nos a enfrentar uma realidade que queremos esquecer.
Ao vivermos sozinhos não temos percepção de que somos assim tão diferentes, vivemos naquela ilusão reconfortante de que podemos ser como qualquer outra pessoa do planeta. Mas não podemos. Não podemos porque a uma dada altura não conseguimos sair de casa, não conseguimos conviver com os amigos, com o namorado ou com a família. Adquirimos hábitos novos, vamos moldando a nossa vida de acordo com aquilo que a nossa mente exige.
Não é fácil aceitar uma pessoa que se recusa a jantar fora porque tem medo de vomitar num restaurante. Ou aceitar que determinada pessoa não sai de casa porque tem medo de espaços amplos.
A ansiedade não só nos obriga a viver um pesadelo de emoções constante, como ainda nos exige viver nesta extrema diferença. Isolados. Sozinhos. Não me admira que tantos casos estejam associados a comportamentos depressivos.
Apesar de termos consciência da nossa diferença e de sabermos que são os nossos hábitos que nos excluem, é muito complicado conseguirmos mudar. A ansiedade exige de nós um esforço constante e, na verdade, estamos cansados de lutar por uma estabilidade inalcançável.
Eu estou cansada. Todos os dias acordo com um positivismo novo e todos os dias me deito com a sensação de fracasso. Somos demasiado exigentes. Demasiado duros. Mas temos de ser assim, caso contrário ficamos escravos da nossa própria mente e nesse instante, perdemos o pouco controlo que resta da nossa vida.
A ansiedade dói. Dói para quem assiste, para quem nos vê, perdidos no nosso próprio caos mental. Dói para quem vive, porque a nossa consciência nunca cessa. Sabemos que estamos a perder o controlo mas também sabemos que não podemos controlar. É um processo de desgaste constante, que culmina numa fonte de insegurança e total incapacidade. Ficamos vulneráveis, sozinhos e perdidos. Queremos pedir ajuda, mas sabemos que poucos vão ajudar, porque muitos não entendem, outros não se esforçam para entender. Somos obrigados a aceitar os nossos limites. Ainda assim, exigem uma vida plena, que corresponda aos padrões socialmente impostos e, no entanto, não aceitam a diferença, porque a diferença não é poética e não acolhe. Só nos isola. E para isso, já temos a nossa própria mente."
TANIA PEREIRA

Cidadão Quem - Dia Especial

Se alguém
Já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem, pois é um dia especial
Eu sei
Que não é sempre
Que a gente encontra alguém
Que faça bem
E nos leve desse temporal
O amor é maior que tudo
Do que todos, até a dor
Se vai quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei nesse mundo marginal

o amor


Generosidade

Generosidade.: inclinação (tendência) para dar e partilhar acima de qualquer interesse ou utilidade. Trata-se de uma virtude e um valor positivo que se pode associar ao altruísmo, à caridade e à filantropia. A pessoa generosa quer partilhar, repartir ou distribuir aquilo que tem com outros. O seu comportamento tem por base reconhecer as necessidades do próximo e tratar de as satisfazer dentro das suas possibilidades. A generosidade não está unicamente associada ao dinheiro ou aos bens materiais. Um individuo pode ser generoso com o tempo de que dispõe e dedicar-se os outros sem pedir nada em troca. 


#às9

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"a vida ensinou-me a engolir o meu orgulho e o meu ego e a perdoar tudo e todos os que um dia me magoaram. há quem lhe chame fraqueza... eu, chamo-lhe leveza."

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sem hipotese de test drive

Educar nunca é fácil, dá trabalho e é imprevisível. Exige dedicação, determinação e perseverança. E, claro, alma, coração e cabeça. Mas exige, sobretudo, muita humildade

Eduardo Sá

remember fins de semana!


#querovoltar

Naquele momento em que sentes que poucas foram as escolhas certas. Em que pouco faz sentido. Em que o futuro não apetece. Em que suportas o presente no fio da navalha. Em que tens a certeza que tudo podia ter sido melhor, não por ações externas mas por tuas erradas opções...

todas as alturas, são boas alturas para 1 xi


cartas de amor


Há muitas mulheres no mundo e algumas delas são belas. Mas onde é que eu podia encontrar um rosto em que cada traço, mesmo cada ruga, é uma lembrança das melhores e mais doces memórias da minha vida? Até as dores infinitas, as perdas irreparáveis… eu leio-as na tua doce fisionomia e a dor desaparece num beijo quando beijo a tua cara doce.
Adeus, minha querida, beijo-te mil vezes da cabeça aos pés, Sempre teu,
Karl Marx

Love

Love is real, real is love
Love is feeling, feeling love
Love is wanting to be loved

Love is touch, touch is love
Love is reaching, reaching love
Love is asking to be loved

Love is you
You and me
Love is knowing
We can be

Love is free, free is love
Love is living, living love
Love is needing to be loved

John Lennon