Às mães que (como eu) também fazem de pai

A ti que superas os medos, as angustias, o cansaço, a luta diária, não desistas: a recompensa pode não vir na mesma moeda mas vem da tua consciência, vem da nobreza de sozinha criares gente boa para este mundo.


É dificil sem ter com quem dividir, ter sempre que fazer escolhas por inteiro. Ter que trabalhar 24h, sem férias, nem feriados e sem salário. Porque quem vive tão junto todo o ano, não tem dia de folga no coração.


A ti que carregas a maior das responsabilidades, a mais elevada das missões: a de educar e criar, permite-te errar, dar dois berros e fechar a porta, uns minutos.


Tu não fugiste. Colocaste a felicidade dos teus filhos sempre em primeiro lugar. 


Tu que recebes pensões como se fosses aposentada e nem metade das despesas cobrem.


Tu mulher guerreira, corajosa, assumiste os dois grandes papeis do teatro da vida, o de mãe e pai. 


És quem ilumina e orienta. Quem dá colo, um sorriso e aquela palavra de conforto. O exemplo de vida e a autoridade que educa. Bem ou mal não hã lição para tal.


Tudo numa pessoa só, de tempos em tempos pesa. Vamos esquecendo que também a idade vai passando por nós, que aquele concerto é à semana então não dá para ir, que as despesas se multiplicam por mais. Que a mais nova não adormece sozinha e a cozinha continua por arrumar.


Sorrisos e lágrimas alternam no teu rosto porque o teu coração é maior que o universo e nele vive um amor infinito e incondicional pelos teus filhos, mas está consumido de preocupação constante. 


Tu, que és mãepai mereces também um dia, uma homenagem, um elogio.


®️Rita’19

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