Não é de gentileza que falo. Gentis devemos ser com qualquer ser humano, todos precisamos de delicadeza, atenção, para que civilizadamente possamos conviver e caminhar para a felicidade. Contudo não é esse gesto que divulgo, aqui, na minha sagaz campanha a favor do culto dos valores não só morais mas principalmente pessoais.
Reconhecer méritos, habilidades, qualidades inatas ou adquiridas com a experiencia da amarga/doce vida. Não falo de graxa. Enalteço o elogio verdadeiro e o seu poder tanto no receptor como no emissor. Venha do chefe, do professor, da mãe, do conhecido ou do desconhecido satisfaz mais que mousse de chocolate em fase de carência! (confesso aqui dentro dos aconchegantes parêntesis que se vier do sexo oposto, aposto que a validade e efeito serão ainda maiores).
Resumindo, quando temos dúvidas se a senhora está grávida ou gorda, calemo-nos! Se a cor da camisa do patrão não combina com as calças, esqueçamos. Não iremos ganhar nada e faremos perder muito. Mas se acharmos que aquele corte de cabelo embelezou a funcionária do café, ou o vestido da amiga deixou-a sexy, ou que o seu colega de trabalho fez muito bem aquele relatório, façamos o merecido elogio! Jamais deixemos escapar a oportunidade. Para ti pode ser a constatação do óbvio, para quem ouve pode significar um esperado lustre na auto-estima, aquela necessária massagem ao ego, o estímulo para uma decisão adiada... Pode significar menos sessões de terapia no psicanalista, ou menos meia dúzia de lágrimas... Ou apenas resultar num sorriso iluminado, que vai gerar outros elogios e fazer alguém ainda mais feliz! E se ainda assim não convenci pensa que também gostarias de o receber.





não... não é este




